Perdoem-me o desabafo, mas também é para isso que este espaço serve. Como já referi num post anterior estou a preparar um evento que servirá, simultâneamente, para angariar fundos para a ampliação do jardim-de-infância de Mumemo em Moçambique e como concerto de apresentação do meu projecto musical Tu que Trago nos Sentidos.
Devido à complexidade do evento, tornou-se necessário recorrer aos serviços de uma empresa de produção de eventos/espectáculos. É aqui que tudo se começa a tornar caricato. Pelo contacto que tenho tido com diversas empresas deste sector, sou forçado a concluir que das duas uma; ou este é um mercado em pleno desenvolvimento e pujança em que as empresas não têm mãos a medir, ou as pessoas que lá trabalham carecem de, na falta de melhor palavra, competência para exercer este tipo de serviço/ função.
Se não vejamos, das mais de dez empresas que contactei e enviei o briefing do evento nenhuma me respondeu; tendo tido eu que as contactar uma segunda e terceira vez, para receber respostas vagas e titubeantes de "sim recebemos o seu e-mail, mas talvez seja melhor enviar outra vez", ou "sim recebemos o seu e-mail, mas vai ter de enviar novamente o briefing porque não conseguimos abrir o ficheiro."
Se calhar é mau feitio meu, ou maus hábitos criados a trabalhar nesta área em Londres e Nova Iorque; mas parece-me que uma empresa que se orgulha do trabalho que presta e que pretende ter futuro e sucesso nas áreas em que actua não ignora potenciais clientes. É uma questão de profissionalismo, mesmo quando determinado não nos interessa, ou não sentimos ter capacidade de executar a tarefa que nos pedem, por norma, damos uma resposta, mesmo que negativa.
25.3.08
A Minha Vida e um Fado

O meu mais recente projecto, a par com a Gala "África em Movimento" - Nuno Catarino ao Vivo no Convento do Beato 19.06.2008, é uma peça de teatro divertida sobre o nosso quotidiano e o quão absurda a vida real por vezes é.
A Minha Vida e um Fado relata histórias do dia-a-dia, pela voz de D. Lavínia, uma porteira da cidade de Lisboa. Marinheira de primeira viajem numa casa de fado, D. Lavínia fica fascinada pela semelhança que encontra entre o fado e a vida e vai interrompendo o fadista de serviço (eu próprio) para contar histórias que conhece do prédio em que trabalha.
Por mais incríveis e inverosímeis que algumas destas histórias possam parecer, foram todas retiradas de jornais e revistas e todas elas têm um fundo de verdade.
Brevemente numa casa de fado perto de vocês.
20.3.08
Será Loucura (a Ti Me Entrego)
A ti me entrego sem noção
Do que é certo ou errado
Por ti perco a razão
És o fogo em que ardo
Labareda que me aquece
E a cada passo me enlouquece
Amor, paixão, és tu quem meu corpo anseia
Por quem minh'alma chora
Se te não puder ter mais
Que me preenche e seduz na sua teia
Barco que à deriva te implora
Que o ancores ao teu cais
A ti me entrego sem temor
E sem outro arrependimento
Que ter vivido sem o teu amor
Será loucura tal sentimento
Tal desejo de te amar
De tudo em mim te entregar
Amor, paixão, és tu quem meu corpo anseia
Por quem minh'alma chora
Se te não puder ter mais
Que me preenche e seduz na sua teia
Barco que à deriva te implora
Que o ancores ao teu cais
Do que é certo ou errado
Por ti perco a razão
És o fogo em que ardo
Labareda que me aquece
E a cada passo me enlouquece
Amor, paixão, és tu quem meu corpo anseia
Por quem minh'alma chora
Se te não puder ter mais
Que me preenche e seduz na sua teia
Barco que à deriva te implora
Que o ancores ao teu cais
A ti me entrego sem temor
E sem outro arrependimento
Que ter vivido sem o teu amor
Será loucura tal sentimento
Tal desejo de te amar
De tudo em mim te entregar
Amor, paixão, és tu quem meu corpo anseia
Por quem minh'alma chora
Se te não puder ter mais
Que me preenche e seduz na sua teia
Barco que à deriva te implora
Que o ancores ao teu cais
2.3.08
Não havia necessidade...
Durante muito tempo relutei em criar uma página no myspace para promover o meu trabalho e a minha carreira. Finalmente, em Agosto do ano passado lá criei uma: www.myspace.com\nunocatarino .
Na minha opinião, o único interesse em o fazer é procurar outras bandas e profissionais da área da música e promover-nos, dar-nos a conhecer. E assim tenho feito. Regularmente, faço uma pesquisa por novos membros e, se gostar da música que apresentam, envio um convite.
Na semana passada, após uma dessas pesquisas recebi a mais estranha resposta de todas: Nem 20m depois de ter enviado a solicitação para me adicionarem, uma banda reponde-me que como não houve mais nenhuma interacção entre nós desde o convite, que me iriam eliminar do seu grupo de amigos.
Não sei que tipo de interacção queriam que houvesse entre nós em 20m, mas ok. É bizarro, mas tudo bem.
Mas a mensagem não se ficava por aí. O indivíduo sentiu a necessidade de explicar que para além da falta de interacção entre nós nesses 20m, tinha achado a parte instrumental da minha música assustadora e pouco cativante para si, embora a minha voz fosse impecável. Como se alguém lhe tivesse perguntado alguma coisa e para quê dar-se a tanto trabalho? Era bem mais simples rejeitar o convite.
Eu sei que não podemos agradar a todos, aliás, ainda bem que não agradamos a toda a gente. Mas, não sei, se calhar é uma questão de educação, mas sempre me habituaram a não fazer críticas negativas a alguém por iniciativa própria. Elogia quem tens de elogiar, mas não critiques, a não ser que te peçam a tua opinião, pelo menos é assim que eu penso.
Só uma última nota. Essa pessoa também se indagou sobre como teria eu ido parar ao seu perfil, alvitrando que provavelmente nem eu saberia e pediu desculpa pela eliminação, mas aquele era um espaço só para amigos. Pois gostaria de lhe dizer aqui, publicamente, que não tenho por hábito lançar convites ao acaso e que há formas mais eficazes de tornar mais elitista o seu perfil no myspace, é só uma questão de o querer fazer.
Na minha opinião, o único interesse em o fazer é procurar outras bandas e profissionais da área da música e promover-nos, dar-nos a conhecer. E assim tenho feito. Regularmente, faço uma pesquisa por novos membros e, se gostar da música que apresentam, envio um convite.
Na semana passada, após uma dessas pesquisas recebi a mais estranha resposta de todas: Nem 20m depois de ter enviado a solicitação para me adicionarem, uma banda reponde-me que como não houve mais nenhuma interacção entre nós desde o convite, que me iriam eliminar do seu grupo de amigos.
Não sei que tipo de interacção queriam que houvesse entre nós em 20m, mas ok. É bizarro, mas tudo bem.
Mas a mensagem não se ficava por aí. O indivíduo sentiu a necessidade de explicar que para além da falta de interacção entre nós nesses 20m, tinha achado a parte instrumental da minha música assustadora e pouco cativante para si, embora a minha voz fosse impecável. Como se alguém lhe tivesse perguntado alguma coisa e para quê dar-se a tanto trabalho? Era bem mais simples rejeitar o convite.
Eu sei que não podemos agradar a todos, aliás, ainda bem que não agradamos a toda a gente. Mas, não sei, se calhar é uma questão de educação, mas sempre me habituaram a não fazer críticas negativas a alguém por iniciativa própria. Elogia quem tens de elogiar, mas não critiques, a não ser que te peçam a tua opinião, pelo menos é assim que eu penso.
Só uma última nota. Essa pessoa também se indagou sobre como teria eu ido parar ao seu perfil, alvitrando que provavelmente nem eu saberia e pediu desculpa pela eliminação, mas aquele era um espaço só para amigos. Pois gostaria de lhe dizer aqui, publicamente, que não tenho por hábito lançar convites ao acaso e que há formas mais eficazes de tornar mais elitista o seu perfil no myspace, é só uma questão de o querer fazer.
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