É engraçado como por vezes descobrimos talentos que desconhecíamos, quando menos esperamos. Foi o que me aconteceu. Há cerca oito anos, uma amiga minha (olá Iris!), que estava a escrever um livro, pediu-me a sua opinião sobre o que já tinha feito. Confesso que não sou pessoa de dar a minha opinião espontâneamente, especialmente se for negativa. Mas, como não era o caso, o que já estava escrito era de muito boa qualidade, com a escrita fluida dos livros que nos apetece devorar, e me foi pedida a opinião, não me fiz rogado. O livro chama-se "Paraíso Infernal" e só não está editado, ainda, porque as nossas editoras revelam uma grande falta de visão, desculpem a imodéstia mas quando nós acreditamos no que produzimos...
A minha opinião foi dada de tal forma intensa que quando dei por mim já estavamos a esctrever os dois em conjunto. Daí até escrevermos uma peça de teatro foi um instante e no ano passado produzimos, encenámos e interpretámos uma peça de teatro intitulada "Le Club Chez Moi", que relatava a história de um estabelecimento nocturno desde os seus tempos aureos, até à decadência.
Foi uma experiência fascinante. Primeiro porque formámos um grupo de trabalho coeso, em que não havia protagonismos, nem quezílias tontas. Claro que tivemos desentendimentos, até porque é impossível que não surjam desentendimentos num grupo de onze pessoas, mas foram sempre fruto da nossa vontade de ver bem sucedido um projecto em que todos acreditávamos profundamente. Em segundo lugar porque se tratava de um projecto de grande qualidade, com bons actores com se formaram amizades para a vida e, modéstia à parte, muito bem interpretado. E assim foi, de 13/09/2006 a 12/10/2006 estivémos em cena com esta peça de teatro, "Le Club Chez Moi", em Lisboa, em espaços tão diversos como o OndaJazz, o CaféCafé, o Teatro Bocage, ou o Lisboa Club Rio de Janeiro.
Para o próximo ano, já estamos a preparar uma nova peça, "Vida Fácil", sobre a vida de duas prostitutas da cidade de Lisboa. E se por mais nada, já está a ser uma experiência válida, porque me fez descobrir que tenho talento para escrever letras e poemas para fados. oportunamente terão oportunidade de ver com os vossos próprios olhos se aqui há talento, ou se são apenas delírios de uma mente perturbada.
É engraçado como por vezes descobrimos talentos que desconhecíamos, quando menos esperamos...
28.8.07
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Um comentário:
Olá Nuno,
Obrigada pelos elogios, é uma vergonha, mas só hoje é que vi esta entrada.
Espero que esteja tudo a correr bem em Moçambique...que vontade de aí estar convosco!
Um beijo enorme,
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